by Regovsky Karamazov

 

Antologia Pornográfica Poemas de Amor

 
Bartholomeu Kid Cabrito Erasmo de Roterdão
Nilson Leiteiro ▪ Regovsky ▪ Antonov Merath
 

Tributo a Manuel Bandeira, Gregório de Mattos, Bocage, Guerra Junqueiro, Oscar Wilde, Glauco Mattoso, Carlos Zéfiro, João Pequeno, Meia Lua, Fauno Lunar.

Nos anos de 1850, grandes escritores luminares, que poderiam ser Prêmio Nobel de Literatura, se nessa época existisse, resolveram escrever Poemas Pornográficos para sacanear o Rei, o Clero, a Política e a Burguesia.

Alguns foram presos, outros condenados, mas eles incomodaram e botaram pra foder em cima da sociedade hipócrita da época. Foi a melhor forma de protesto esses lindos poemas em prosa e verso. Muito maneiro, o Bom Cabrito é àquele que berra e, cada cachorro que lamba a sua piroca!

 
A Cópula
Manoel Bandeira
Depois de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta e a buceta, que é um doce, o moço exibe à moça a bagagem que trouxe: Um membro enorme e turgescente. Ela toma-o na boca e morde-o, incontinente. Não pode ele conter-se, e de um jato, esporrou-se. Não desarmou porém, antes, mais rijo, alteou-se. E fodeu-a. Ela geme, ela goza, ela sente que vai morrer. Ai, não queres que eu morra? Grita para o rapaz, que aceso como um diabo, arde em cio e tesão na amorosa gangorra. E titilando-a nos mamilos e no rabo que depois irá ter sua ração de porra, lhe enfia cona a dentro o mangalho até o cabo.
 
Punheta
João Pequeno e Meia Lua
Certa menina muito galante
Fez a punheta ao seu amante
Foi numa sala de grande luxo
Que a delambida cedeu ao bruxo
O felizardo, com ar de sono,
Sem mais aquela, palpou-lhe o cono,
A delambida, mostrando a greta,
Disse arreitada: Se quiser, meta!
As calças ele desabotoa
E mostra a coisa, que coisa boa!
Ela as mãozinhas põe no caralho,
Sacode, aperta, diz-lhe o bandalho
Começa a história, dando risadas,
Com as mãozinhas logo esporradas
Se o pai soubesse da putaria,
Desse brinquedo não gostaria.
Se a mãe soubesse da vil punheta,
Preferiria que ela lhe desse a greta.
E ela dizia, toda faceira, depois, sem sono: Grande gozada, Porra nos dedos,
Dedos no cono!
 

Poema da Buceta Cabeluda

A buceta da minha amada
É cabeluda como um tapete persa
É uma Xoxota de Ouro, é um tesão
É cabeluda e linda, e cabe na minha mão
Dedico-te esse poema, ó Dolores
Musa divina, diva doidivanas!
Recebe de presente esse sacana
Bichinho de pelúcia chupador!
Pequenos grandes lábios, um clitóris,
Pentelhos, Secreções. Quentura Mole,
que envolve meu caralho e que engole,
Não saio da buceta até gozar, Nem que me implore. Diana, Dinorá, Dolores,
Aranha, Taturana, Ovelha Dolly,
Peluda, Cabeluda, ela me Bole
Na rola, das pequenas às maiores.
Buceta só existe pra aguçar
A fome dos caralhos em jejum,
Mas o final desta estória eu conto agora, a buceta foi feita pra chupar!

 
Fuder
Neste Brasil imenso
Quando chega o verão,
Não há um ser humano
Que não fique com tesão.
É uma terra danada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
Onde todo mundo é fodido.
Fodem os velhos, fodem velhas,
fodem cão, fodem cadelas.
E pra ficar com cabaço,
Fodem o cu das donzelas.
Fodem moscas e mosquitos,
Fodem aranha e escorpião,
Fodem pulgas e carrapatos,
Fodem empregadas com patrão.
Os brancos fodem os negros
Com grande consentimento,
Os noivos fodem as noivas
Muito antes do casamento.
General fode Tenente,
Coronel fode Capitão.
E o presidente da República
Fode toda a nação.
Os freis fodem as freiras,
O padre fode o sacristão,
Até na igreja de crente
O pastor fode o irmão.
Todos fodem neste mundo
Num capricho derradeiro.
E o danado do Dentista
Fode a mulher do Padeiro.
Parece que a natureza
Vem a todos nos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para fuder
.
 
João Pequeno
Balada do Velho Mané Sinhô
Estava o velho Mané Sinhô,
Deitado no deserto, de cu aberto!
Chegou um bichinho danado
Cheirou e depois entrou
Dizem que o bicho é pelado,
Mas tem o pé cabeludo,
Roliço, porém nervudo,
Não tem braço nem pescoço,
Não se senta, fica em pé,
E liso que nem mussum,
Carrega os ovos num saco,
Na falta de outro buraco,
Costuma entrar pelo cu,
Não sei dizer o seu nome,
Ou se existe algum capricho,
Negar o nome do bicho,
e só fazer a descrição,
Me diga Napoleão,
Que eu quero ver tão somente,
Pra ver se na minha terra,
Tem esse bicho na serra,
Que entra no cu da gente.
Ora esta duro, ora mole,
Não sei dizer o seu nome.
Diz porém, a dona Chica,
"Se a capa for de pelica,
feita pela mãe natureza,
Pode afirmar com certeza,
Que o nome do bicho é Pica!
 
Bertold Brecht
Há uma rosa linda no meio do meu jardim, Dessa rosa cuido eu, quem cuidará de mim? De manhã desabrochou, a tarde foi escolhida pra de noite ser levada de presente à minha amiga. Feliz de quem possui uma rosa em seu jardim, A minha amiga com certeza pensa agora só em mim. Quando sopra o vento frio e o inverno gela o jardim, eu tenho calor em casa e fico quietinho assim. Feliz de quem tem o seu teto pra ajudar a sua amiga. A fugir do vento ruim que deixa gelado o meu jardim
 
 Regovsky, O Filho do Vento

Яegovsky Karamazov

O Decepcionado

Quando o homem atinge a maturidade
achando haver cumprido a sua missão,
ele quer paz. Não é bom procurar
Regovsky Karamazov ou falar-lhe,
fazê-lo ouvir banalidades,
conhece-os todos muito bem.
Deve-se desviar da sua porta,
como se lá ninguém existisse.

 
Antony Quinn
Antony Quenn

Levantou-se do leito de morte
e caminhou em direção à janela.
Respirou o ar puro da manhã e
admirou a beleza das montanhas.
Cravou as unhas no parapeito de madeira, relinchou que nem um cavalo, espraguejou o padre que viera lhe dar a extrema unção e a todas as religiões do mundo e então berrou: Homens como eu, deveriam viver mil anos !

 
 O Encantador de Mosca

Minha professora estava dando aula, quando de repente uma mosca começou a rodeá-la. A professora dava tapas no ar para espantar a danada da mosca e nada.

Então, muito solicito, me ofereci para ajudar. Minha querida professora prontamente aceitou. Levantei-me e fui até a frente da turma, levantei o dedo indicador e a mosca veio pousar mansamente no meu dedo. Peguei a mosca e joguei no lixo.

A aula prosseguiu tranqüila até que nova mosca surgiu em volta da professora. Ela levantou o dedo indicador, mas a mosca dava voltas e voltas, e não pousava no dedinho dela.

Ela me olhou com um olhar de desespero, quando então falei:  Professora, se a senhora não enfiar o dedo no cu a mosca não pousa de jeito nenhum!

 
Senhor Donato Nunes Teixeira
João Piroca e Faraó Menino
Pepeca ficou doente Piroca foi visitar, Pepeca mandou Piroca entrar
 
Contabilidade e Auditoria e Putaria

 

Fênix

Pássaro Estropiado

Ressurgindo dos escombros e das cinzas, após experimentar os limites da dor e do desespero, talvez renasça um novo ser, que soube, ao descer as profundezas do inferno, tentar readquirir forças para alçar vôo, acima das humanas fraquezas.

E eis aqui Regovsky Karamazov, o Pássaro Estropiado, olhos cegos, coração descompassado, mesmo assim, tentando recomeçar a voar!

 
Evaldo Peroba

Kid Peroba, Viado Velho

 
MotoClubeCachorrão
 
Kid Cabrito e Pelézinho
 
Honda 750 descarga aberta
 
Escorrego de Piolho e Aeroporto de Mosquito
À direita, Pinico e Rapazola
 
Religião não define caráter
A Fé não dá respostas, só impede perguntas. Somos todos ateus, com os deuses dos outros. Campanha de preconceito contra os Ateus e Agnósticos
 
A Criação da Xoxota
Mario Quintana
Sete bons homens de fino saber
Criaram a xoxota, como pode se ver:
Chegando na frente, veio o açougueiro.
Com faca afiada deu talho certeiro
Um bom marceneiro, com dedicação.
Fez furo no centro com malho e formão
Em terceiro o alfaiate capaz e moderno.
Forrou com veludo o lado interno
Um bom caçador, chegando na hora.
Forrou com raposa, a parte de fora.
Em quinto chegou sagaz pescador,
Esfregando um peixe, deu-lhe o odor.
Em sexto, o bom padre da igreja daqui.
Benzeu-a dizendo: "É só pra xixi".
Por fim o marujo, zarolho e perneta.
Chupou-a, fodeu-a e chamou-a...
Buceta!
 
O Mito do Caralho Grande
Glauco Mattoso
O mito do caralho grande é foda
Se dependesse disso, cem por cento
dos homens tinham pinto de jumento
a fim de procriar. Que triste moda!
Convém que executemos uma poda
no excesso desse estúpido argumento.
Um pau menor esporra sem tormento,
na boca e na buceta se acomoda.
Tamanho é documento? Nada disso!
Quanto mais curto, alonga-se o tesão.
Importa é ficar duro e ter serviço.
Meus dotes todos sabem quais são:
um falo diminuto, um cu castiço
e língua de dois palmos
pra lamber o teu cuzão
 
As Rosas do Cume
No cume da nossa serra
Nós plantamos uma roseira
Quanto mais as rosas brotam
Tanto mais o cume cheira
À tarde quando o sol posto
E o vento no cume adeja
Vem travessa borboleta
E as rosas do cume beija
No tempo das invernadas
Que as plantas do cume lavam
Quanto mais molhadas eram
Tanto mais no cume davam
Mas se as águas vem correentes
E o sujo do cume limpam
Os botões do cume abrem
E o sujo do cume grimpam
Tenho pois certeza agora
Que no tempo de tal rega
Arbusto por mais cheiroso
Plantado no cume pega
 
Anacoreta
Oscar Wilde
Pobre carne senil, vibrando insatisfeita,
a minha se rebela ante a morte anunciada. Quero sempre invadir essa vereda estreita onde o gozo maior me propicia a amada. Seus pêlos cheiravam a mel, e a primeira vez que me beijou a caceta, entendi que jamais seria anacoreta, não me beijou com a boca, me beijou com a buceta!
 

Bundas
by Meia Lua
Bunda Bundas Bundões
Cheias, redondas, maduras,
Rostos lisos em molduras
Bundas, bunda, bundas,
Brancas, negras, ditosas
De todo jeito, gostosas.
Bundas, bunda, bundas,
Bunda A, Bunda B Bunda Central,
Todas elas, preferência nacional.
Tem bunda pra todo mundo,
Velha, Nova e Atual.
Só não tem bunda pra homem
Que não tem duro o seu Pau!
 
Soneto do Epitáfio
Bocage
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia - o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade, Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
" Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada e milagrosa;
Comeu, Bebeu, Fudeu, sem ter dinheiro
 

Sentimentos

Tentei dormir
Meus pensamentos
Passeavam em palmos
E minúcias do teu corpo
Senti nitidamente
Teu peso, teu cheiro e teu hálito quente
Na boca, nos seios, no ventre
O desejo me abrasava, me dominava
Queimava meu sexo, minha intimidade
Quanto mais fogo, umidade
Que exalava aroma de mel
Doce, forte e tentador
Fechei os olhos...
Mergulhei no teu corpo
Penetrando no meu
Com delicadeza
Em ritmadas contrações.
Teci com os dedos meu casulo
Que envolvia sedoso sonho:
Te amar de todos os jeitos
Na exata medida que me possuirias
Dois valentes amantes
Ardentes e indecentes
Rendiam-se mútua e docemente,
De corpo, alma e mente
Até o som gutural
Sair do sexo, do peito da gente.

http://sentimentos-sam.blogspot.com

 

Evaldo Meia Lua e Jana Jupiter

Cirque du Soleil

 
Kama Sutra
101 Posições
 
Mauro Rego velho fudido Zé Mauro velho maluco
Velho Maluco Velho Piroca
A Velhice é uma Merda

Vou contar como é triste, ver a velhice chegar. Ver os cabelos caindo vê as vista encurtá. Vê as perna trumbicando, com priguiça de andá. Vê o pinto esmorecendo, sem força pra levantá. As carnes vão sumindo, vai aparecendo as veia. As vista diminuindo e crescendo as sombrancêias. As oiça vão encurtando, vão aumentando as orêia. Os ovo dipindurando e diminuindo a pêia. A veíce é uma doença que dá em todo cristão. Dói os braço, dói as perna, dói os dedo, dói a mão. Dói o figo e a barriga, dói o rim, dói o purmão. Dói o fim do espinhaço, dói as corda do culhão. Quando a gente fica véio, tudo no mundo acontece. Vai passando pelas ruas e as minina se oferece. A gente óia tudo, benza Deus e agradece, correndo ligeiro pra casa ou procurando o INSS. É, no tempo que eu era moço, o sol prá mim só brilhava. Eu tinha mil namoradas, tudo de bão me sobrava. As minina mais bonita da cidade eu bulinava. Eu fazia todo dia, chegava o bichim desbotava. Mas tudo isso passô, faz tempo ficô pra tráis. As coisa que eu fazia, hoje num sô mais capaz. O tempo me robô tudo, de uma maneira sagaz. Pra falá mesmo a verdade, nem trepá eu trepo mais! Quando chega os setenta, tudo no mundo embaraça. Pega a muié, vai pra cama, apalpa, beija e abraça. Porém só faz duas coisa: Solta peido e acha graça!

Português burro filho da puta

 

Veronik e Eu

Boquete Iguaçuano
 

Sonia ▪ João Pequeno ▪ Meia Lua

 
Piter Rego e Eu

Piter Rachid Rego, Amor Sem Fim

 
Fazenda São Bernardino Nova Iguaçu 1936
 
Darcy Ribeiro

Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.

 
Link 101 Poemas

Habib Warak, BibãoGibran Kalil Dalleprane

Habib Bibão ▪ Munira Qaeda ▪ Gibran Khalil

 

Pela demarcação das Terras Indígenas

 
Kama Sutra
101 Poemas
Links Gold Star

Neném Reguinho

Neném Piru

 

5/05/2012

up grade

 
 
Eu leio Kid Cabrito Magazine!
 
 Reguinho Maciste, Halterofilista
 

VOTE NAS PUTAS PORQUE NOS FILHOS NÃO DEU CERTO
 
Cerenilov e Regov, 1917
Meu Amor brigou comigo, me deixou na solidão
 

Regovsky, O Iluminado

Bertold Brecht

Karamazov, O Obscuro

O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe o imbecil que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato,  do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o idiota que, da sua ignorância política, nasce à prostituta, o menor abandonado, o assaltante, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, corrupto filho da puta, lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

 

 
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